19 de ago. de 2011

Nunca te tive, mas te perdi...


















Pensamentos que extrapolam o limite
da razão
Talvez por ter recebido migalhas de felicidades
O pouco é muito, para quem não tem  nada...

A realidade vem abruptamente a minha frente
Pudera eu retroceder e reescrever novamente a
minha história. Não manteria a chama da vela
acesa, quando tormentas e ventanias
teimavam em apagar...
 
Seus gestos, seus olhos me diziam o que eu não
queria ouvir. Esperava o abraço compartilhado
o beijo apaixonado, mas era eu, e só eu que o
abraçava, que o beijava. Hoje choro por algo
que acho que perdi, mas não se perde o que
nunca se teve...
 
Era eu que em sonhos, revia encontros que
não houve, vinhos que não tomamos, músicas
que não dançamos, beijos que não trocamos
Era eu que sentia seu cheiro, o gosto do
vinho, o som da melodia, o sabor do teu beijo...
 
Há! Desavisado coração, que não me mostrou a
razão! Onde me enganei? Porque não me disseste
Que das minhas entranhas que jorravas doçuras
receberia tanta dor?...
 
Não fale comigo coração! É de você que estou de mal
Você é o culpado por meus olhos rasos d’água, pelo
ofegante arfar do meu peito angustiado, por não por
fim a essa espera ansiosa...
 
De não tirar as imagens que em meus sonhos surgem
Por manter acesa a esperança de minh'alma ávida.
Coração você venceu, insistindo em me dizer...
Não lamentes os sonhos que já teve outrora, pois
no toco da vela ainda há um fio de luz.

Autora: Leila Mustafa Cury

6 de ago. de 2011

Presença na Ausência

imagem reprodução


A noite na minha solidão, sua presença
é tão real que minhas mãos quase o alcançam.
Por um espaço pequeníssimo de tempo, eu o vejo...

Como são belos seus olhos, e que sorriso encantador. 
E com a claridade frouxa que precede o clarão do dia, 
deixo rolar uma lágrima incerta, na certeza da tua
ausência...

Digo a mim mesma, que a emoção supera a angústia 
de não o ter por perto. Chegou em minha vida, acordou
a mulher que estava adormecida...

Fez reviver emoções já esquecidas, suavizou as marcas do 
tempo em meu rosto. Me fez escrever utopias que se 
refugiam por detrás da pena, que vez por outra se
aventuram tímidas, em linhas de versos e prosas...

Hoje quando o meu caminhar é lendo, quando as buscas 
já se faz tarde. Sinto o sangue fluir nas veias, em lembrar
da chuva no rosto e dos pés descalços...

Tal qual a rosa, que recebe um beijo rápido do beija-flor, 
fica ela extasiada, na esperança de que para onde ele for...

Mesmo que beije outra flor, sentirá um frio no peito,
lembrará de um perfume, de uma rosa que o encantou
Continuará seu caminho, mas um tanto perturbado,
pois sabe que foi amado e que perdeste a bela flor...

E das paginas da alma, vão brotando lindos versos,
como esse que escrevo, sobre alguém que não
esqueço, sei que não o quero perto, mas poeta
fica nu sem versos...

Por isso o trago na mente, mas não será para sempre,
só até encontrar um novo amor.


Autora: Leila Mustafa Cury

1 de ago. de 2011

Cabelo Amy

Oi!!! Depois de um breve sumiço, cá estou ;)

Passeando pela blogosfera, encontrei um vídeo interessante da Jojo do blog Um ano sem Zara que ensina a fazer o cabelo da finada Amy Winehouse. 
Pois é minha gente, depois que a pessoa morre fica muito mais em evidência do que quando estava viva. Não que eu esteja generalizando, mas no mundo artístico é assim sim!

Bora assistir o vídeo e no meu caso, esperar o cabelinho crescer para fazer a dona Amy aqui em casa ;)

Beijo e até mais
Cintia







21 de jul. de 2011

Logos - Antero de Quental

Tu, que eu não vejo, e estás ao pé de mim
E, o que é mais, dentro de mim — que me rodeias
Com um nimbo de afectos e de idéias,
Que são o meu princípio, meio e fim...

Que estranho ser és tu (se és ser) que assim
Me arrebatas contigo e me passeias
Em regiões inominadas, cheias
De encanto e de pavor... de não e sim...

És um reflexo apenas da minha alma,
E em vez de te encarar com fronte calma,
Sobresalto-me ao ver-te, e tremo e exoro-te...

Falo-te, calas... calo, e vens atento...
És um pai, um irmão, e é um tormento
Ter-te a meu lado... és um tirano, e adoro-te!

Antero de Quental, in "Sonetos"

19 de jul. de 2011

25 maneiras de usar lenços

bons dias!

Com muita honra, fui convidada pelas proprietárias deste blog para colaborar com assuntos de interesse geral...espero que curtam!

A primeira dica é um vídeo super bem bolado que ensina 25 formas de amarrar nossas pashminas!

Bisous!

Karla



17 de jul. de 2011

Compreender tudo o que for compreensível



imagem reprodução


"Mas o que vê e ouve ou lê nada mais lhe traz senão matéria-prima de pensamento, já livre de muita impureza de minério bruto, porquanto antes do seu outros pensamentos o pensaram; mas, por o pensarem, alguma outra impureza lhe terão juntado. Nunca se precipite, pois, a aderir; não se deixe levar por nenhum sentimento, exceto o do amor de entender, de ver o mais possível claro dentro e fora de si; critique tudo o que receba e não deixe que nada se deposite no seu espírito senão pela peneira da crítica, pelo critério da coerência, pela concordância dos fatos; acredite fundamentalmente na dúvida construtiva e daí parta para certezas que nunca deixe de ver como provisórias, exceto uma, a de que é capaz de compreender tudo o que for compreensível; ao resto porá de lado até que o seja, até que possa pôr nos pratos da sua balancinha de razão. A tudo pese. Pense."
Agostinho da Silva in Textos e Ensaios Filosóficos

14 de jul. de 2011

Algemas


Me sinto algemado pelos laços da tristeza,
pudera alguém ver-me a alma, e esta
se assustaria ao ver a lama que se instala 

Sou presa fácil para predadores, sem forças
para seguir, sem condições de encontrar saídas,
sem perspectivas do amanha

Qual redoma foi criada? Que cordão eu não cortei?
Medo, solidão, talvez! Transformar-me ia senão
em nada, nada é o que espero.

Outrora a passos largos decididos, cabeça erguida,
peito inflado, paixão pela vida
Hoje, algemas, tristezas, culpas

Depois de perdas e danos, algo lindo vislumbrei,
Um par de olhos verdes, que um dia magoei
Esse brilho ofuscante me guiou por instante

Até a fresta da loucura, onde estava a lucidez
Ela é tudo que tenho e não a quero perder
Foi nela, a lucidez, que com força me agarrei

Com a luz daqueles olhos, um atalho eu encontrei
fiz o caminho de volta, na mala as poucas roupas,
mas na mente a esperança de parar com essas andanças

Despir-me da arrogância, refugiar-me em seus braços
Sentir seu menino amado, meu coração abrandar
O silêncio não é o que cala, mas sim o que silencia

Pra finalmente dizer! Isto sim se chama paz.


Autora: Leila Mustafa Cury